As plantas no yoga

 

 As plantas no yoga

 

arvore como culto 4

 

Ruy Alfredo de Bastos Freire Filho

Debaixo das folhagens, flores, frutos, ramos, raízes, caules e troncos   da  densa flora que cobre a geografia sagrada (Bharat avarsh)  do subcontinente indiano,  um gigantesco panteão de santos , elementais, deuses e deusas se abriga.  Não atoa, as plantas , de acordo com  os shastras (escrituras sagradas) transformam da energia que transita entre o cosmo e o planeta, que se dispersaria aleatoriamente,  no combustível  da própria  a existência. Segundo o Atharva Veda   os vegetais    capturam o alento vivificador (Prana) esparso na atmosfera , e como fios condutores  espalham  a vida na  natureza (prakriti).

“1-Nos curvamos ao Prana , ao qual o mundo é submisso, que é o senhor de tudo, e onde tudo se sustenta.

2-Nos curvamos, ò Prana, ao rugido de teu vento, nos curvamos, ò Prana ao teu trovão, nos curvamos , ò Prana aos teus raios, nos curvamos , ò Prana a tua chuva. Quando o Prana faz seu chamado ás plantas com seu trovão, elas são fecundadas, concebem, e produzem abundancia.

3-Quando a estação chega  e o Prana convoca ruidosamente as plantas, todas as coisas sobre a terra se rejubilam.

4-Quando o Prana rega a grande terra com chuva, os animais celebram: ‚ÄĚ a for√ßa, de fato, agora vamos obter. ‚Äú

5-Quando s√£o regadas pelo prana¬† , as plantas em conjunto proclamam:‚ÄĚ Voc√™ de fato prolongou nossa vida e nos fez fragrantes‚ÄĚ

16- As plantas sagradas (atharvana), as mágicas (angirasa), as divinas   e aquelas produzidas pelo homem, se desenvolvem, quando tu Prana, acelera  seu  movimento. “

Nos Upanishades, colet√Ęnea de textos metaf√≠sicos, o¬† Prana √© a ess√™ncia e for√ßa motriz da vida consciente (Jiva).¬†¬† ‚Äú Pelo prana como por um cord√£o, este mundo,¬† o outro mundo, e todos os seres s√£o mantidos juntos‚ÄĚ ( Brhadaranyaka Upanishad¬†)¬† ou como explica ¬†o rishi¬† Pippalada¬†¬† √° um disc√≠pulo ‚Äú O Prana nasce da Alma do Universo (Atman) mas como um homem e sua sombra, o Atman e o prana s√£o insepar√°veis. Ele entra no corpo pela a√ß√£o da mente (manas)‚ÄĚ(¬† ¬†Prasna Upanishad¬† )

Al√©m do alento (Prana) que sustenta a organicidade da exist√™ncia, plantas ¬†contem a semente da consci√™ncia (cit). Na vis√£o¬† das ¬†¬†escrituras, antes de atingir o plano humano e estar apto a transcender ao seu n√≠vel mais elevado atrav√©s do Yoga, o ser consciente ¬†(Jiva) passa por 84 milh√Ķes de est√°gios (nascimentos), na ¬†forma de¬† vegetais, animais aqu√°ticos, insetos, pass√°ros e animais superiores. ¬†Dotado da capacidade de capturar a for√ßa¬† que a natureza¬† dispersa ao acaso¬†¬† na forma de raios, ventos, trovoadas e chuvas¬†¬† atrav√©s das¬† folhas, e transformar o mundo mineral inerte em vida com suas ra√≠zes, o reino vegetal ao aglutinar¬† a natureza expansiva da energia (Shakti) √† conten√ß√£o e limites impostos pelos elementos grosseiros da mat√©ria¬† (mahabhutas) molda as primeiras estruturas da consci√™ncia.

A flora ¬†exposta a toda sorte de percep√ß√Ķes quando interage ¬†¬†com diversos solos, topografias e climas,¬† cria¬† a diversidade inicial¬† dos padr√Ķes ¬†mentais (cit). O s√°bio( rishi) ¬†Bhrigu, no √©pico Mahabharata, ¬†esclarece¬† Bharadhvaja que as plantas s√£o detentoras de todos os¬† sentidos: podem sentir calor, ouvir sons, perceber¬† odores , degustar¬† o sabor da agua que absorvem, e¬† mesmo experimentar a¬† vis√£o quando¬† buscam a luz.

Com¬† prana e cit (consciencia ) sendo os dois pilares do caminho (sadhana) do yoga, a flora ¬†estaria fatalmente emaranhada na via da liberta√ß√£o (moksha) . Assim, na ¬†primeira obra que compila o yoga como sistema, os Aforismos de Patanjali , moksha √© alcan√ßado ¬†pelo controle da consci√™ncia (cit) ¬†atrav√©s ¬†do prana disciplinado; e¬† no primeiro verso de do¬† quarto e √ļltimo capitulo que trata sobre a transcend√™ncia (Kaivalya), Patanjali ¬†faz ¬†referencia ao uso de ervas¬† :

‚ÄúOs siddhis¬† (poderes) podem ser alcan√ßados por nascimento, por ervas medicinais (auŇüadhi), por mantras, pelo Tapas ou por samadhi‚Ä̬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†

O rishi (s√°bio) Vyasa ao comentar¬† esta passagem (Yoga Bhasya), esclarece que ervas podem ser usadas para a transcend√™ncia. Mas faz uma advert√™ncia. ¬†O conhecimento das ervas ¬†s√£o uma ci√™ncia de dom√≠nio dos tit√£s ¬†(asuras), seres m√≠ticos inimigos dos deuses (devas),¬† que muitas vezes p√Ķem seus conhecimentos ao alcance dos homens, dando a eles independ√™ncia da interven√ß√£o divina . E o poder humano, desregrado da vigil√Ęncia divinal, pode muitas vezes desandar¬† em impulsos mundanos.

¬†‚ÄúEle descreve a perfei√ß√£o alcan√ßada com ervas. Um ser humano que por uma raz√£o ou outra alcan√ßa a mans√£o dos asuras, e quando se utiliza dos elixires trazidos a ele por donzelas e asuras, alcan√ßa a aus√™ncia da idade e a imortalidade e outras perfei√ß√Ķes (siddhis). Ou (esta perfei√ß√£o pode ser alcan√ßada) pelo uso de um elixir da vida neste mundo. Como por exemplo o s√°bio Mandavya, que morou nos Vindhyas e fez uso dessas po√ß√Ķes.‚ÄĚ(Yoga Bhasya, Vyasa)

Coment√°rios posteriores como o do s√©culo lX de VńĀcaspati MiŇõra , compartilham esta vis√£o, e¬† intercambia o termo ervas mestras (ausadhi) com alquimia (rasayana)¬† e declara que um um homem pode ser iniciado ‚ÄĚao atrair donzelas asuras‚ÄĚ. No Bhagavatta Purana o termo alquimia ( r√£sa /rasayana) ¬†√© utilizado como o das ervas medicinais encontradas ‚Äúna morada dos Asuras‚ÄĚ.

Elemento central¬† no ayurveda (medicina v√©dica) ¬†¬†na constru√ß√£o da sa√ļde e bem-estar,¬† o v√≠nculo das ervas ¬†com o mundo dos Asuras, seres muitas vezes mais dominados por impulsos do que por discernimento,¬† levantou a suspeita de que ¬†o uso deste recurso seria¬† um percurso¬† perigoso no yoga , principalmente na √≥tica do bramanismo ortodoxo. E at√© ¬†para doutrinas que questionam a autoridade dos Vedas como o ja√≠nismo e budismo theravada, a cautela ¬†deve ¬†ser observada.¬† O s√°bio jainsta Hemchandra chega a colocar o yoga como uma via para prescindir do uso de ervas, mantras e de ferramentas ¬†pr√≥prias ao¬† tantra.

‚ÄúYoga (ou as tr√™s j√≥ias do Jainismo) √© (como) um machado afiado para o emaranhado das trepadeiras de todas as calamidades. √ą uma forma sobrenatural para se alcan√ßar a felicidade e liberta√ß√£o sem (o uso ) de ervas medicinais (mŇęla-estar enraizado, de plantas e √°rvores), encantamentos (mantras) ou (ensinamentos) t√Ęntricos (tantra).‚Äú (Yogasastra Hemchandra 1.5)

¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Paradoxalmente, na contra-m√£o, ¬†a tradi√ß√£o ortodoxa¬†¬† encrava na¬† ra√≠z da transcend√™ncia uma¬† planta . Trata-se do ¬†soma, planta da qual pouco se sabe,¬† elemento chave ¬†do ritual v√©dico, o mais poderoso¬† instrumento das revela√ß√Ķes, ¬†louvado em todo Sama Veda e em todos os versos do nono livro do Rg veda (114 no total) :

“O soma é um deus; ele cura

as mais agudas doenças que afligem o homem

ele cura os enfermos, alegra os que sofrem,              

estimula os fracos, afasta os temores;

Aos fr√°geis ele incandesce com fogos marciais,

A alma da terra aos céus ele eleva

S√£o t√£o grandes e assobrosos seus dons,

O homem sente o deus em suas veias  

E gritam em toadas altas e exultantes

Nós sorvemos o brilho do soma

E  nos tornamos imortais

Nós entramos na luz

E conhecemos todos os deuses

Que mortal agora pode nos ferir

Ou inimigo  ainda nos humilhar?

Através de vós, sem temores, Deus imortal

N√≥s voamos alto.‚ÄĚ (Rg Veda)

A identidade vegetal ¬†do Soma ¬†¬†√© no entanto ¬†desconhecida.¬† Em seu tratado de medicina Charaka descreve: ‚Äúa rainha das ervas conhecida como Soma, tem quinze n√≥s no estame‚ÄĚ ¬†lan√ßando a suspeita¬† sobre a Efedra (Asclepias acida)¬† . Outros conjeturam que os seis lados c√īncavos das ab√≥bodas dos templos de Ellora revelam que a Amla (Emblica officinalis) √© o soma.¬† Indiferentes √† ¬†sua classifica√ß√£o bot√Ęnica, os textos (shastras) indicam que juntamente com Indra o deus da chuva e rei dos devas (deuses), de Agni (deus do fogo), o deus/planta¬† Soma formava a trindade central do culto v√©dico, sendo disputado por devas e asuras.

Se o papel da flora no caminho da liberta√ß√£o e transcend√™ncia¬† teve sua import√Ęncia podada pela casta sacerdotal , nas camadas populares, onde as tradi√ß√Ķes an√≠micas e femininas¬† tem ra√≠zes, ela manteve¬† sua preponder√Ęncia, e nas tramas do pensamento t√Ęntrico floresceu em ¬†sacralidade, associada incialmente aos rituais e cultos √†s dr√≠adas (yakshinis), elementais femininos regentes de in√ļmeras esp√©cies bot√Ęnicas.

E foi,¬† principalmente atrav√©s das dr√≠adas (yakshinis), ninfas moradoras das √°rvores, ¬†que os vegetais brotaram em v√°rios caminhos do yoga. ¬†Manuscritos medievais ¬†se referem as¬† yakshinis como¬† um caminho de aprimoramento espiritual (yakŇüinńę-sadhana ), ¬†atrav√©s ¬†de¬† po√ß√Ķes¬† capazes de um magnetismo t√£o poderoso que atra√≠¬† a pr√≥pria deusa (Bhairavi)¬† no auxilio da transcend√™ncia do aspirante (sadhaka). Estas ¬†yakshinis s√£o denominadas yoginis, ¬†e gradualmente muitas viram shaktis (matrizes de potencia) e mesmo devis (deusas).

Cren√ßas populares indianas v√™m as plantas como intercessoras entre os astros celestes e os tecidos corporais. ¬†A cevada por exemplo media a rela√ß√£o do sol com os ossos, enquanto o gr√£o de bico¬† viabiliza a intera√ß√£o de J√ļpiter com a gordura. Assim, transmutadas em tecidos corporais (dhatus) as yoginis est√£o presentes nos no sistema de chakras (v√≥rtices energ√©ticos que transcrevem o plano sutil para o mundo tang√≠vel¬† ). Na obra sobre chakras ¬†mais popular no ocidente, o Sat-chakra-Nirupana, ¬†assentada no¬† muladhara,¬† ¬†a yoguini Shakini controla os ossos; no¬† svadhisthana¬† Kakini, domina a gordura; no manipura Lakini rege ¬†os m√ļsculos; no anahata¬† Rakini, o dirige sangue; no vishuddha¬† Dakini¬† administra o plasma; no¬† ajna¬† Hakini governa os nervos; no ¬†sahashara ¬†Yakini ¬†gere os tecidos reprodutivos

Entre os Nathas, ¬†ascetas que sistematizaram e propagaram o hatha yoga, ¬†os vegetais ¬†s√£o reverenciadas por dois de seus principais patronos. O lend√°rio Matsyendra¬† que traz para a humanidade o conhecimento do Hatha Yoga ao entreouvir as explana√ß√Ķes que¬† o deus Shiva d√° √† sua consorte Parvatee sobre este caminho, √© um adorador das sessenta e quatro yoginis /yakshinis /plantas divinas (divyńĀusadhis) . No seu de seu sistema de oito chakras com ¬†oito p√©talas, ¬†cada p√©tala ¬†√©¬† regida por uma divyńĀusadhis /yogini , e muitas destas plantas divinas¬† s√£o mencionadas ¬†¬†em sua obra Matsyendra Samhita .

Gorakhnath, seu disc√≠pulo,¬† e principal difusor do hatha yoga, exp√Ķe como que as divyńĀusadhis (plantas divinas), nascem nos locais onde Shiva se une a sua consorte (shakti)¬† e se transformam mediante processos alqu√≠micos nas yoginis (Goraksha Samhita BhŇętiprakarana).

Quase toda flora do subcontinente indiano¬† tem um patrono divino, ou santo. Vishnu ¬†est√°¬† associado √† figueira e o bas√≠lico , enquanto Shiva ¬†est√° ligado ¬†√†¬†¬† Bilva¬† (Aegle marmelos ) e¬† ao Rudraksha (Elaeocarpus Ganitrus Roxb). Via de regra estes vegetais s√£o apenas os indicadores bot√Ęnicos da presen√ßa dos respectivos¬† regentes, por√©m produtos que v√£o das flores,¬† folhas, cascas, sementes¬† se integram com frequ√™ncia¬† ao pr√≥prio culto √† divindade. ¬†No plano m√≠tico, Shiva ¬†recorre aos efeitos ansiol√≠ticos de uma planta para suportar a perda da esposa Sati , enquanto ¬†¬†¬†Vishnu vai al√©m e contra√≠ matrim√īnio ¬†com Tulsi, a alfavaca (Ocimumum sanctum).

A rela√ß√£o ¬†entre ¬†o sagrado e o bot√Ęnico¬† √© ainda mais frut√≠fera entre as deusas e entidades femininas. Na vers√£o Shakta¬† (culto √†s devis-deusas) do hindu√≠smo, as deusas s√£o identificadas pelas √°rvores em flor. A¬† jaqueira representa a deusa Shashti; a palmeira, Badhrakali; a bananeira ou a cadamba , Kali; , o tamarindo , Kubjika e Laxmi est√° no l√≥tus. ¬†A sombra das √°rvores s√£o consideradas¬† sagradas, e debaixo delas ocorrem processos medi√ļnicos. A anatomia de √°rvores e plantas , suas emiss√Ķes, ¬†correspondem ¬†¬†ao corpo e humores ¬†da mulher e da deusa. As flores s√£o a vulva da deusa com o poder de engendrar, multiplicar, vivificar, materializar. ¬†Plantas enredam¬† a trama¬† do plano divino ao humano. Revelam os mecanismos e os processos que controlam o mundo da mat√©ria, e concedem um conhecimento velado √†s percep√ß√Ķes corriqueiras. ¬†√Č atrav√©s de ¬†√°rvores, trepadeiras, ra√≠zes, e parreiras que a¬† deusa KubjikńĀ (Nepal)¬† transmite ¬†seus ensinamentos .

 

A popularidade de¬† yakshinis, yoginis, shaktis e deusas levaram √† ¬†inevit√°vel associa√ß√£o da flora √† feminilidade. E ¬†n√£o s√≥ a liga√ß√£o de yoginis/devis orientais¬† com flores e frutos , como ¬†de Eva com a ¬†ma√ß√£ no ocidente , apontam as ¬†¬†plantas na rota que vai da tenta√ß√£o ¬†√† perdi√ß√£o. ¬†Em tradi√ß√Ķes predominantemente masculinas, fatalmente ¬†¬†estes cultos acabam sob suspei√ß√£o : os vegetais, fortemente associados √† materialidade, n√£o podem ser um caminho para a liberta√ß√£o (moksha).

“ Krishna  disse: Afirma-se que existe uma figueira-da-bengala (peepal) imperecível, cujas raízes ficam para cima e os galhos para baixo e cujas folhas são os hinos védicos. Quem conhece esta árvore é um conhecedor dos Vedas.

2. Os galhos desta √°rvore se estendem para baixo e para cima, nutridos pelos tr√™s modos da natureza material (gunas). Os brotos s√£o os objetos dos sentidos. Esta √°rvore tamb√©m tem ra√≠zes que descem, e estas est√£o atadas √†s a√ß√Ķes fruitivas da sociedade humana.

3-4. N√£o se pode perceber a verdadeira forma desta √°rvore neste mundo. Ningu√©m pode compreender onde ela acaba, onde come√ßa, ou onde ela se alicer√ßa. Mas com determina√ß√£o deve-se derrubar com a arma do desapego esta √°rvore fortemente arraigada. Em seguida, deve-se procurar aquele lugar do qual ningu√©m volta ap√≥s ter chegado l√° e render-se a Brahman ¬†de quem tudo come√ßou e de quem tudo emana desde tempos imemoriais‚ÄĚ Bhagavad Gita (cap√≠tulo XV, versos 1, 2, 3, 4)

Esta identificação da figueira (peepal) com o mundo transitório, material, de nascimentos e mortes, não é definitiva . Inconformada com a linearidade cartesiana dos dogmas, a cultura hinduísta se mimetiza na diversidade da natureza, e resgata o mito  do peepal em uma parábola onde   esta árvore abriga a   própria Trimurti (Trindade divina hinduísta) , sendo as raízes Brahma, o tronco  Vishnu e as folhas Shiva.

Em uma tradi√ß√£o onde o mundo org√Ęnico est√° fortemente¬† atrelado ao mundo sutil e ¬†troncos/estames/flores/frutos/ra√≠zes/cascas/folhas , ¬†podem sanar¬† e¬† harmonizar o corpo,¬† este mesmo efeito se projeta tamb√©m sobre ¬†um plano metaf√≠sico. E assim, mesmo com o alerta¬† de v√°rias escolas sobre os riscos de seus disc√≠pulos ca√≠rem dos galhos escorregadios deste percurso bot√Ęnico,¬† a ¬†√°rvore do yoga mantem ¬†¬†uma boa parte de suas ¬†¬†¬†ra√≠zes ¬†cravadas no reino vegetal.

           

 

 


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