Globalização e Espiritualidade

Por: Dr. J. Treiger

Embora não seja um historiador, penso que será útil nos reportarmos às condições astrológicas vigentes ao tempo da Revolução Francesa, para melhor compreendermos o que se passa atualmente: Naquele período, essas condições ensejavam o aparecimento de novos ideais, os quais, entretanto, também impunham uma intensa difusão dos mesmos e também uma renovação dos estados de consciência dos habitantes daquele país, para que eles propiciassem as transformações culturais, políticas e econômicas necessárias para assegurar dias melhores a um povo que enfrentava a fome.

Novos ideais surgiram. Os chamados filósofos “iluministas” deram à luz os ideais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade. A difusão dos ideais ficou assegurada nos grandes debates que as Assembléias populares desenvolveram, discutindo as reformas que se apresentavam de maior urgência. Entretanto, era também indispensável uma mudança nos níveis de consciência, mas no momento em que tentaram trazer à prática através das reformas aqueles ideais, faltou a mudança de consciência. Como conseqüência, recorreram aos processos arcaicos de resolução dos conflitos e como resultado a França viveu 2 anos de terror, com a guilhotina e outros processos aniquilando cerca de 2 milhões de pessoas, gerando a volta ao sistema monárquico de governo. Foi assim que surgiu um Napoleão Bonaparte, o imperador guerreiro, que manteve a França em guerra durante os 14 anos de seu governo.

É importante assinalar que aquele movimento não teve por objetivo conquistar territórios ou agredir países vizinhos: o processo de libertação era interno, voltado para o próprio País, buscando outras condições de organização da sociedade e de estruturação do Estado. Embora voltado para dentro do país, repercutiu no exterior e se refletiu na América do Norte, influindo no pensamento do país da independência, dos Estados Unidos, que impulsionados por ideais libertários, também foram influenciados por idéias de cunho esotérico. Isso repercutiu também no Brasil, onde, apesar do martírio de Tiradentes, o Ideal da Liberdade ficou registrado na bandeira dos inconfidentes.

Estou citando esses antecedentes, porque nos últimos 40 anos o mundo passou a viver sob as mesmas influências astrológicas da França daquele tempo: a chegada de novos ideais, a possibilidade de grande difusão das idéias e a necessidade de um novo estado de consciência para a humanidade. Como encarar tudo isso? Novos ideais surgiram, e em grande profusão: a defesa do meio ambiente; a hipótese Gaia, de Lovelock, e em decorrência dela, o surgimento da Ecologia Profunda; movimentos como o da Boa Vontade Mundial; a aglutinação de países em blocos, como a Comunidade Européia, o Mercosul. Na ECO-92 havia um stand onde se fornecia um documento de identidade que tinha características de um passaporte com validade mundial. Claro, era só um ideal, mas envolvia a criação de um pensamento-forma da maior utilidade, visando a um futuro governo mundial com a transformação dos países em Nações-Estado e o homem como cidadão do mundo. O Yoga, por seu turno, se tornou popular no Ocidente, tal como aconteceu com a Teosofia, que, tendo surgido no Oriente, difundiu-se com maior intensidade no Ocidente. O movimento esotérico deixou de precisar manter-se como uma atividade secreta, uma vez que as forças antagônicas vieram perdendo sua capacidade agressiva. Felizmente, não estávamos mais no tempo em que era preciso esconder-se nas catacumbas para evitar a fogueira, pois os grupos religiosos mais reacionários não conseguiram mais deter o fortalecimento das organizações ocultistas, embora ainda as combatendo, mas já sem garras tão afiadas como no passado.

Mas nem tudo são flores: os novos ideais estão aí, a difusão dos mesmos vai acontecendo muito amplamente, mas enfrentamos o dilema de faltar ainda uma definida cooperação com a hierarquia, de tal modo que possa ocorrer uma real transformação de nossa sociedade, para que a mesma se torne mais justa, mais humana e fraterna. Ainda estamos numa fase de transição, da era de Peixes para a era de Aquário; do 6º, para o 7º Raio. Ainda somos muitodevocionais, ainda nos falta muito da organização e da prática dos cerimoniais e ainda estamos enfrentando distorções muito graves no campo social, como a complicada e progressiva distorção da distribuição de renda e a exclusão social – que não ocorre somente no Brasil, mas muito mais nos Estados Unidos e na Europa, países do 1º. Mundo. Isso para não falar na África, que parece não ter direito a um lugar adequado no concerto das nações. Além disso, continua faltando muito dinheiro para a realização da obra da Hierarquia visando ao cumprimento do Plano Divino na Terra, enquanto que no ano de 2003 o mundo consumiu um trilhão de dólares em armamentos e 500 bilhões de dólares com o tráfico de drogas. Não sei se conseguem visualizar o que significa todo esse dinheiro-destinado à destruição do ser humano e não à sua reconstrução.

Reproduzo aqui as palavras do Tibetano no livro os Raios e as Iniciações, de Alice A Bailey, que iremos publicar ainda este ano:

“Os próximos poucos anos indicarão a direção que a maré tomará, e se as forças reacionárias, materialistas e egoístas que vêm controlando há milhares de anos dominarão, ou serão finalmente derrotadas. Esse espírito materialista e reacionário atinge todo o departamento da vida humana, e as igrejas não fazem exceção. A humanidade pode, contudo, aprender sua lição e se voltar agradecida para o caminho da correção, e às técnicas até agora desconhecidas, das corretas relações humanas”.

Diz também: “Procuro evitar descer a detalhes no que diz respeito ao mal que mantém o mundo na servidão. Já se conhece bastante. Um punhado, embora pequeno, em comparação com os muitos milhões de servidores hierárquicos em todos os departamentos da vida que estão lutando para despertar a humanidade quanto aos riscos que está correndo, e, para a finalidade de cada decisão que as próximas duas gerações serão forçadas a tomar. Mais virá à superfície à medida que estudarmos os acontecimentos da atualidade sob o ângulo da renúncia e da ressurreição”.

“Em primeiro lugar diz ele, gostaria de assinalar que a massa das pessoas é boa, mas ignorante dos seus valores superiores. Isso pode ser pouco a pouco corrigido. Elas são por enquanto negativas na ação, e inclinadas a seguirem as palavras e não as ações. São facilmente conduzidas e também facilmente influenciadas pelos medos incutidos.”

O MAL NO MUNDO E AQUILO QUE É CULPADO DE INFLUENCIAR AS MASSAS DESTE TEMPO ESTÁ FOCALIZADO ATRAVÉS DE UNS POUCOS HOMENS PODEROSOS, OU GRUPOS DE HOMENS PODEROSOS. NENHUM PAÍS ESTÁ LIVRE DESTE CONTROLE, OU DA TENTATIVA DE ESTABELECER ESSE CONTROLE. ESSES PODEROSOS GRUPOS SÃO POR SUA VEZ INFLUENCIADOS PELAS FORÇAS DAS TREVAS-FORÇAS QUE NÃO FORAM “VEDADAS EM SEU LUGAR PRÓPRIO”, PORQUE O PLANO DE AMOR E LUZ E PODER AINDA SE RESSENTE DE UMA APRESENTAÇÃO POSITIVA DE ALCANCE MUNDIAL.

Os aspirantes, discípulos e trabalhadores espirituais do mundo não estão atuando em plena sincronização com a Hierarquia. Eles são influenciados pelo medo, por um senso de futilidade e por uma compreensão muito apurada, da natureza das forças do mal com as quais se confrontam. O quadro do que deve ser realizado se apresenta muito grande. Há pouca cooperação organizada entre eles, e nenhuma fusão num grupo unido para a salvação e serviço mundiais.

A maneira pela qual as forças da reação agem é às vezes bastante sutil, a ponto de envolverem autoridades com temas contendo meias verdades. O que se passou com o movimento de Ioga no Brasil, nos últimos anos, é um bom exemplo do que digo: ninguém se opõe a que os professores de Ioga se congreguem, já que a união faz a força. Mas essa congregação deve ser alicerçada nos ideais da atividade grupal, de maneira fraterna e segundo consenso e deliberações democráticas. Em vez disso, forças externas, como as da Educação Física, tentaram impor-se e distorcer inteiramente a natureza dessa atividade, o que é agravado por haver também forças internas atuando a serviço das negatividades. Os problemas que estão sendo discutidos no Senado Federal completam o exemplo. Aparentemente, um ato de agrupamento e legalização de uma atividade profissional. Na verdade, manobras de baixo padrão ético e de interesse imediato. Num enorme esforço, as energias que poderiam estar sendo aplicadas no intercâmbio entre os professores, têm de ser deslocadas para defesa da própria sobrevivência da atividade de Yoga no Brasil. Sua derrota atrasaria em muitos anos a qualidade dos úteis ensinamentos que devem ser difundidos a muitos milhares de pessoas. Os recentes ataques à especialidade da Homeopatia através da televisão são outro exemplo: o esclarecimento público atrai um número cada vez maior de pessoas para tipos de tratamento mais suaves, não invasivos, muito mais baratos, e isso não interessa a quem tenha objetivos materiais imediatos. O material havia sido preparado na BBC de Londres e viajou por muitos países. O programa tomou outro rumo depois que o produtor do programa recebeu a visita de um oficial de justiça e teve de explicar.

A globalização deveria representar o rompimento de todas as barreiras nacionais, mas foi transformada num fato político e econômico, em lugar da ênfase ao social e humano; e foi sendo estruturada de tal modo que consolidou – pelo menos por enquanto – o poder das citadas forças do retrocesso. As entidades multinacionais foram um eficiente predecessor desse processo, uma vez que serviram para enfraquecer o poder central dos Estados nacionais, pois agindo com autonomia em cada país, cobriram as fronteiras e movimentaram seus capitais como bem entenderam; utilizando a estrutura com que se organizam, fazem um by-pass sobre os governos nacionais. Com isso, e pela concentração de capitais, dominam as bolsas de cada país, fogem do controle legal, adquiriram um poder imenso de barganha, de corrupção e de conquista de posições e domínio de mercado, para enfrentar o quê, o poder dos governantes nacionais se mostrou até agora incompetente, já que teria de exercer com a mesma capacidade o domínio do seu próprio poder, e, internacionalmente, o que se torna muito complicado quando sabemos que não é aceitável uma interferência de algum país na estrutura de outras nações nem uma lesão à soberania de outros países.

Analisada à distância, a idéia da globalização é bastante atraente. Entretanto, dadas as distorções ocorridas, vários autores preferem fazer uma distinção entre globalização e mundialização. Inicialmente, os de língua inglesa preferiram o termo globalização, enquanto que os franceses preferiram amundialização; entretanto, Ortiz propõe utilizar o termo mundialização para enfatizar os processos na esfera cultural, na formação de uma “cultura internacional popular”, deixando globalização para focalizar o âmbito das mudanças econômico-tecnológicas, como também prefere RogérioHaesbaert, Ph.D. pela Sorbonne e Mestrado em Geografia da UFRJ e professor  na UFF, em seu livro Globalização e Fragmentação no Mundo Contemporâneo, cuja leitura recomendo aos presentes.

E qual deveria ser o sentido desse processo de interação mundial? No meu entendimento, ao ser encarado de forma positiva, deveria envolver a ruptura dos nacionalismos, a queda dos muros e fronteiras, a busca de soluções globais, a transformação gradual dos países em Estados-nação, a progressiva aglutinação dos organismos internacionais, a abolição dos passaportes, o pagamento de salários iguais para o exercício de atividades iguais, etc.

Viajando pela Europa, tive oportunidade de ler um jornal estilo tablóide editado em Lisboa: lá estava relatado que numa obra, na Alemanha, os pedreiros alemães recebiam 80 marcos à hora, enquanto que, ao seu lado, os pedreiros portugueses recebiam 20 marcos à hora, e ainda felizes, por guardarem algo para enviarem às suas famílias! É o máximo da discriminação odiosa.

Como disse o tibetano, infelizmente ainda falta aprática dos nossos novos ideais. Os agentes mais negativos, representantes daquele citado grupo pequeno, mas poderoso, apanham as bandeiras damundialização e manobram em seu próprio proveito, distorcendo, na prática, o que de útil poderia ser alcançado. Assim, em vez de trabalharem para a síntese, estimulam o separatismo. No exemplo dos pedreiros, podemos imaginar que os pedaços de parede erguidos pelos pedreiros alemães seriam mais bem feitos pelos lusitanos? Há uma tradição de construção dos artesãos portugueses que nada ficam a dever aos demais profissionais europeus. Em vez da elevação do nível de vida das populações, trabalhando pela inclusão, acentuam as exclusões e as disparidades sociais, o que em escala mundial, resulta em manter povos inteiros numa escravidão disfarçada.

Outro livro que recomendo aos interessados é uma publicação da Candido Mendes, editado por Luiz E.Soares-Cultural Pluralism, Identity, andGlobalization, sintetizando importantes depoimentos de técnicos de importância mundial e prestados em encontro promovido pela UNESCO, ISSC e EDUCAM, no Rio de Janeiro, em 1996.

Como se processou tudo isso?

Leonardo Avritzer, cientista político que ensina na Universidade Federal de Minas Gerais, em artigo de5 de Julho deste ano, no Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, explica:

Foram criados 2 tipos de organismos ao se formar a ONU: a Assembléia Geral das Nações Unidas, com igualdade  de condições, votos e representatividade entre todos os seus membros. Mas, de outro lado, também foi criado o Conselho de Segurança, com constituição restrita e direito de veto por parte de vários membros.

De outro lado, foram criados o Banco Mundial e o FMI.

Pois bem: atualmente, segundo o depoimento deste professor de ciência política, países como o Brasil, a Turquia, a Argentina, por exemplo, são obrigados a produzir superávits fiscais acima de 3% do PIB ao ano, e o governo brasileiro resolveu dar uma de bom moço aumentando espontaneamente para 4,5% esse percentual, o que reduz drasticamente o potencial de aplicação da receita para fins de expansão de obras de interesse social. Enquanto isso, a Comunidade Européia tem como meta (e ainda assim desobedecida pela França e pela Alemanha em 2003), um déficit de 3%, enquanto que os Estados Unidos têm mantido um déficit de 5%. Então, diferente de nossos países, continuam devendo, e aplicando seus dinheiros na expansão de suas economias, enquanto que países como o Brasil, são mantidos como verdadeiros escravos. Veja-se o que dizem os nossos empresários, em todos os seus pronunciamentos públicos sobre os recursos disponíveis para a ampliação de seus negócios, geradores de empregos e alimentadores da riqueza nacional.

A arrecadação não consegue acompanhar o volume acumulado das dívidas e do serviço destas (juros, amortizações, etc.)

Tivemos recentemente em São Paulo um Congresso da UNCTAD, cuja estruturação é democrática eequalitária, e em cujas assembléias se busca o consenso; mas sem efeitos práticos, porque a origem do poder do FMI não passa por essa Assembléia.

É por essas e outras que o Tibetano nos alerta sobre os problemas que temos de enfrentar. É verdade, que é importante a hierarquia espiritual alcançar a mente dos homens, como uma etapa para que o Reino de Deus se torne um fato na Terra; é importante também que se chegue à conscientização de que existe um Plano Divino para a humanidade. Mas não nos devemos iludir, sabendo que, com certeza, as Forças das Trevas – ou do Retrocesso, como as queiram chamar – não tem o menor interesse em que a humanidade, no seu todo, se dê conta da existência desse Plano Divino e menos ainda, que a participação da própria Humanidade em sua consecução seja parte integrante desse Plano.

É aqui que entra o problema da globalização e de como ela poderá chegar a ser realmente um processo de mundialização: Um dos aspectos mais representativos desse Plano Divino é dirigir o exercício da vontade para o Bem Geral. Para que haja essa direção, é preciso que ela tenha duas forças atuando: o Amor e a Sabedoria, ou seja, as forças do Cristo e do Buda conjugadas, e aplicadas conforme a inteligência ativa, ou seja, adaptadas a cada situação que consideremos. Sem dúvida, tudo aquilo que ajudar a integrar, a aproximar, a unir, a incluir, tende para realização, a concretização do Plano Divino e deve merecer apoio. O inverso é igualmente verdadeiro.

As forças do retrocesso nem sempre agem violentamente: às vezes são sutis e enganosas, como eu disse antes.

Nos Trabalhos de Hércules vemos os 2 tipos exemplificados: as éguas antropófagas e o Leão deNeméia agiam agressiva e diretamente sem meias conversas. Já Busiris, era envolvente, e usando de meias verdades, manteve Hércules aprisionado durante 1 ano inteiro. Enquanto isso, os pássaros doEstinfalo impediam a limpeza do pântano e de outro lado, foi preciso Hércules usar de toda a sua habilidade e empenho para rapidamente limpar as estrebarias de Augias que acumulavam detritos por mais de 20 anos. Mesmo assim, o seu dono não admitiu que Hércules houvesse agido corretamente para alcançar aquele fim, expulsando-o sob ameaça e sem recompensá-lo como ajustado. Quando duas nações do mundo exclusivamente se recusam a assinar o tratado de Kioto que visava reduzir o grau de poluição ambiental que é uma ameaça à Terra inteira, vemos como continuar sendo necessário Hércules se manifestar na Terra, agora sob a forma da humanidade inteira, mesmo sabendo que também existem os instrumentos das trevas que se vendem por até por menos de que os 30 dinheiros de Judas.

Em recente Seminário internacional promovido pela Fundação Cultural Avatar, Tom Carney, falando pela Arcana Workshops, da Califórnia, focalizou o tema da Arte da Revelação. Nesse trabalho, referindo-se às forças do retrocesso, diz Tom que “uma das maneiras favoritas de esconder suas atividades é “gerar tapumes ilusórios, através do uso deliberado dos conceitos de luz. E adotam esses conceitos para esconder ou ocultar seus planos maldosos e em acréscimo confundem e tornam as mentes das pessoas nubladas com a Grande Mentira”.

Para ajudar a definir a posição de cada um e dar também aos nossos discípulos a oportunidade de identificar o comportamento de cada um, Tom organizou um pequeno guia, que me permito reproduzir, por seu sentido prático.

Sobrevivência do Melhor Preparado

A vida é uma luta constante, até a morte, por recursos limitados, na qual os mais preparados sobrevivem e os fracos ou despreparados morrem.

O Poder Faz o Direito

Esse nega o conceito da liberdade humana, e leva à Lei do Direito Divino dos Reis. Ele estabelece uma Hierarquia de exclusividade e privilégio baseada na capacidade de subjugar e dominar pela força, algum tipo daqueles designados como os menos capazes do que o que estamos focalizando. A idéia da liberdade individual, do direito de um indivíduo de tomar decisões relativas à sua própria vida não cabe nessa visão.

Os Fins Justificam os Meios

Isso conduz à regra de que qualquer método usado para ganhar e/ou manter o poder está certo, desde que seja com o propósito de ganhar e/ou manter o poder.

O Direito à Propriedade Indica Valor Pessoal e Poder

Aqueles que têm o direito exclusivo de ter / possuir riqueza material de todas as espécies inclusive alimento e água. Essa é uma verdade auto-evidente porque os poderosos têm os bens. Na hierarquia da exclusividade, o lugar da pessoa é indicado pela quantidade de bens materiais e poder pessoal do que é possível se apossar e controlar.

Tudo Pode Ser Possuído

Nada existe fora do paradigma material. Nada é espiritual, sagrado ou não material. Portanto, tudo que está em existência física, inclusive os seres humanos, pode ser visto como uma propriedade em potencial. Além de justificar a escravidão, essa lei conduz para a atitude de que a natureza, o meio ambiente, os recursos do planeta existem para a satisfação pessoal, dos desejos e gozo dos que forem poderosos o bastante para ganhar e conservar o controle sobre os recursos.

As Leis e Princípios da Nova Ordem Mundial

Nota: A seguinte compilação das leis e princípios que governam e dirigem os esforços das Forças da Luz flui das asserções básicas da Sabedoria Eterna de que tudo é Vida, e que a Vida não tem começo nem fim, que os três mundos de nossa existência material são apenas a precipitação densa de Amor e Sabedoria e Poder, que o Universo é um todo harmônico, incompreensível para a atual inteligência humana, em cuja Beleza vivemos, nos movemos e temos nossas variadas existências.

Os seguintes Princípios e Leis foram tirados dos Ensinamentos de Djwhal Khul (Discipulado na Nova Era – vol. II pg.237). Esta relação não esgota o assunto nem é exclusiva. Não é a única maneira pela qual esses Princípios e Leis podem ser formulados. Destina-se apenas a oferecer algumas indicações que o trabalhador poderá usar em seu esforço para revelar a Verdade que está por trás dos véus da distorção.

O Princípio da Divindade Essencial

No Bhagavad-Gītā, Kṛṣṇā diz para Ārjuna, “Tendo permeado todo o Universo com um fragmento de mim mesmo, Eu permaneço”. Esse princípio significa a natureza dualística da vida. Espírito e Matéria. Ela indica que toda forma no universo tem em seu núcleo uma centelha da divindade, que neste sentido ele é um ser vivo sagrado. Este é o princípio básico que anima e impulsiona todo pensamento e ação do trabalhador hierárquico.

O Princípio da Boa Vontade

A Boa Vontade é o tipo de energia usada pelo trabalhador hierárquico no trabalho da revelação.

O Princípio da Unanimidade

Este é o básico Princípio da Existência.

A Lei das Corretas Relações Humanas

Essa é a Lei que governa toda a interação humana, não somente reciprocamente, mas também com os Reinos inferior e superior. É uma Lei enraizada na harmonia e no equilíbrio e uma compreensão do lugar e função de todos os seres. Na realidade é a implementação do amor, “a medida da compreensão” é o grau do amor. (Agni loga – pg.24)

A Lei do Empenho Grupal

Esta é a Lei que governa todos os esforços para contatar e implementar o Plano para a Nova Ordem Mundial.

A Lei da Aproximação Espiritual

Sabemos que todos os que assumem esse serviço são protegidos pelos escudos dos Grandes Seres e têm sempre, atrás de si, seu amor e suas bênçãos. Contamos com êxito nessa aventura porque o grau da necessidade é tão grande. Como disse o Mestre:

“A medida do sucesso é o grau da necessidade. Vocês podem estar certos de que ninguém pularia sobre o abismo se isso não fosse absolutamente necessário. Quanto mais inevitável a necessidade, mais próximo o  passo da vitória. Que o mais horrendo se erga!

A medida da compreensão é o grau do amor. Pode-se memorizar linhas, palavra por palavra, contudo você ficará morto se o conhecimento não for aquecido pelo amor.”

Na verdade, quando se aprende a discernir as emanações dos sentimentos dos outros, é possível perceber que precisamente o amor acima de tudo atrai o Fogo do Espaço. Aquele que disse,”Amai-vos uns aos outros” era um verdadeiro Iogue. Portanto, nós saudamos cada explosão de amor auto-sacrifício. Assim como uma alavanca põe as rodas em movimento, também o amor inspira poderosas respostas. Comparado com a irradiação do amor, o ódio é apenas um horrendo borrão.

Pois o amor é a verdadeira realidade e tesouro.

Não falo sobre o amor de maneira abstrata, mas como um fisiologista.

Considero que como a necessidade é um impulsionador, o amor é o iluminador.

Citar mais uma vez o Mestre Tibetano:

“A oportunidade espiritual está emergindo com uma clareza crescente nas mentes dos homens e mulheres pensantes, mesmo que não seja expressa por eles em termos, digamos, ortodoxos, nem em termos reconhecidos ou espirituais. Talvez uma afirmação clara daquilo que as Forças espirituais ativas estão procurando provocar poderá ser útil. Se as Forças do Mal são ativas e organizadas, as Forças da Luz são igualmente ativas, mas não tão bem organizadas. A meta básica é a liberdade e a liberação da humanidade, mas os trabalhadores espirituais se ressentem do fato que os homens devem fazer, eles mesmos, a livre escolha  e tomar decisões para serem livres. Eles somente conseguirão libertar-se quando como indivíduos e mais tarde como grupos, se libertarem do controle do pensamento expresso dos poderosos grupos dominantes e dos medos que esses grupos intencionalmente engendram. A liberdade nunca poderá ser alcançada através de métodos totalitários. A libertação não pode vir através de um ditador ou de grupos ditatoriais. Uma conscientização da maneira pela qual as forças hierárquicas estão trabalhando e um reconhecimento de que todos os homens estão hoje imersos em acontecimentos espirituais vitais pode servir para encorajar os fiéis e dar uma visão aceleradora para aqueles que lutam em prol da liberdade humana.


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